Esforços Inúteis

Mensagem: Os esforços do ser humano sem comunhão e em rebeldia contra Deus, mesmo quando revestidos de aparente espiritualidade são rejeitados por Deus e não são benções para sua vida.

I. Introdução

A. Recordando

Domingo, 31/01, começamos uma série de mensagens no livro do profeta Isaías.

Falamos sobre o significado do nome “Isaías”, a época e o tema do livro…

Na 1ª mensagem sob o título, “Impactado pela visão de Deus”, Isaías 1:1 (2:1; 6:1; 21:2; 22:1, 5; 2 Cr 32:32),  refletimos que “todo aquele que verdadeiramente conhece, compreende, crê e assim vive segundo a visão de Deus, revelada em Cristo Jesus e na Sua palavra, tem um estilo de vida impactado por esta mesma visão”.

B. Mensagem de hoje – “Esforços inúteis”.

“Não continueis a trazer oferta inútil; para mim é incenso abominável. Luas novas, sábados e convocações de assembléias; não suporto maldade com solenidade! A minha alma aborrece as vossas luas novas e as vossas festas fixas. Já me são pesadas! Estou cansado de suportá-las! Quando estenderdes as mãos, esconderei os olhos de vós; e,ainda que multipliqueis as orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos e purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos as vossas obras más; parai de praticar o mal; aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde e raciocinemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Is 1:13-18).

Apesar de toda a situação pecaminosa, de afastamento e rebeldia contra Deus, o povo continuava as solenidades e os rituais religiosos, como se não compreendessem que tal espiritualidade, tal culto era rejeitado por Deus (cf. Am 5:21-24).

Por exemplo, o filho que ofende o coração do pai, e não se arrepende, não perde perdão, não busca reconciliação…  Mas, procura prestar alguns serviços para o pai, como se nada tivesse acontecido. Será que, nesta hora, o filho não percebe que o que menos o pai quer é o seu serviço, mas sim o tratamento da ofensa, o perdão e a reconciliação?

Os esforços do ser humano sem comunhão e em rebeldia contra Deus, mesmo quando revestidos de aparente espiritualidade são rejeitados por Deus e não são benções para sua vida.

Is 29:13,14 ”Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor…”.

Isaías prega uma mensagem de advertência e denuncia contra a vida ímpia e idólatra do povo de Deus. Ele conclama o povo ao arrependimento dos pecados, a consagração a Deus, e a vida santificação diante de Deus e dos seres humanos.

II. O pecado do povo, vv. 2-9.

A. A queixa divina, vv. 2,3.

“Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra…”, v. 2.

Quem vai falar é o mesmo e o único Deus que se revelou a Moisés:

“Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?  Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é o meu nome eternamente, e este é o meu memorial de geração em geração” (Ex 3:13-15).

É o Senhor, Javé, Aquele que é o Criador, Eterno, Imutável e Fiel…  É Ele, o próprio Senhor quem vai falar, e convoca a criação, os céus e a terra a ouvirem e serem testemunhas do que Ele tinha para revelar.

“O Senhor é quem fala” – toda profecia, assim como o livro do profeta Isaías, é uma expressão do que Deus fala.

De modo especial nos vv. 2 e 3 o Senhor revela que Ele tem uma queixa contra Israel e Judá.

Deus o Criador, por Sua soberana e livre vontade havia escolhido Israel para ser o Seu povo. Ele os adotara, libertou da escravidão do Egito, os guiou pelo deserto, os engrandeceu entre todas as nações da terra… Mas “eles se rebelaram contra mim”, diz o Senhor (v. 2). Tornaram-se infiéis, quebraram a aliança, os laços de compromisso que os ligavam ao Senhor.

Israel passou a agir como um filho estranho que não conhece o seu pai, e que nada compreende das suas obras e palavras.

“Israel não tem conhecimento”, v. 3 – “conhecer” é conhecimento espiritual, existencial, experimental, relacional – fruto de um relacionamento íntimo…

Em Oséias 2:19,20, vemos que o ponto central da questão entre Deus e o Seu povo, é o relacionamento com Ele, e não o mero cumprimento de solenidades, e ou regras religiosas… Neste texto de Oséias por três vezes Deus utiliza o termo “me casarei contigo” – aliança nupcial. E, depois Deus acrescenta e “tu reconhecerás o Senhor” (Os 2:20).

Assim como no Velho Testamento, o ponto central da questão entre Deus e o ser humano é o relacionamento com Ele, e não o mero cumprimento de solenidades e ou regras religiosas.

Jo 17:3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste”.

“Cristianismo é um relacionamento todo suficiente, com o Deus todo suficiente” (Pr. John MacArthur, Jr.).

O conhecimento de Deus Pai, de Deus Filho – Jesus Cristo e das Escrituras Sagradas, é revelação, obra do Espírito Santo e não uma simples questão de compreensão espiritual e ou experiência mística.

No Novo Testamento, em Cristo Jesus, pela fé na Sua morte pelos pecados e ressurreição dentre os mortos, somos adotados como filhos de Deus (Jo 1;12). Recebemos o dom do Espírito Santo, o perdão dos pecados, a herança de sermos membros da família de Deus e o dom da vida eterna.

Verdadeira espiritualidade, jornada com Deus, envolve relacionamento pessoal em amor e obediência – “E nistosabemos que o conhecemos; se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele; aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou” (1 Jo 2:3-6).

Mas, assim como Israel, nós corremos o perigo de sermos denunciados por Deus como sendo filhos que se “rebelaram contra Ele”, “deixaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, e afastamo-nos dele” (Is 1:2-4), para praticarmos a maldade, o pecado…

B. O julgamento divino

“Ah” (1:4)  (“Ai” em algumas versões) – revela a indignação, a ira de Deus contra o pecado; o juízo, o castigo divino contra os que não O temem, não O levam a sério, mas têm um estilo de vida contrário ao Seu padrão e que O desagrada.

Rm 1:18 “Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça”.

Is 1:20  “… Se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; pois a boca do Senhor o disse”.

Is 1:24  “Portanto diz o Senhor Deus dos exércitos, o Poderoso de Israel: Ah! livrar-me-ei dos meus adversários, e vingar-me-ei dos meus inimigos”.

Is 1:28-31 “Mas os transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos; e os que deixarem o Senhor serão consumidos…”

Is 9:18,19 “Pois a impiedade lavra como um fogo… Por causa da ira do Senhor dos exércitos a terra se queima, e o povo é como pasto do fogo…”.

No capítulo 5 de Isaías temos 5 “ais”.

Is 5:8 “Ai dos que ajuntam casa a casa, dos que acrescentam campo a campo, até que não haja mais lugar…”

Is 5:11”Ai dos que se levantam cedo para correrem atrás da bebida forte e continuam até a noite, até que o vinho os esquente!

Is 5:18 “Ai dos que puxam a iniqüidade com cordas de falsidade, e o pecado como com tirantes de carros!

Is 5:20 “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!

Is 5:21 “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e astutos em seu próprio conceito!

Isa 5:22, 23 “Ai dos que são poderosos para beber vinho, e valentes para misturar bebida forte;dos que justificam o ímpio por peitas, e ao inocente lhe tiram o seu direito!”

Isaías tinha tamanha consciência da ira, do juízo divino que no capítulo 6, encontramos seu clamor:

“Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!” (Is 6:5).

A mensagem de João Batista e a chamada aos “frutos dignos de arrependimento” – Lc 3:7-14.

Com certeza, em tanto se falar do amor e da graça de Deus sem uma correta compreensão da dimensão e das implicações desse mesmo amor e graça divina, estejamos vivendo em épocas nas quais ignoramos a realidade da ira e do juízo divino contra o pecado, e por isso cada vez mais vemos pessoas que se dizem discípulos de Cristo, “brincando com o pecado, sem qualquer temor e tremor diante de Deus”.

“Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna”, Gl 6:7,8.

Na história da igreja é conhecido o sermão de Jonathan Edwards, “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, como um dos sermões que trouxe grande impacto sobre os ouvintes, produzindo grande temor e tremor, e conduzindo-os ao arrependimento dos pecados, a consagração a Deus e a santidade diante Dele e dos seres humanos.

C. Corações endurecidos e rebeldes, vv. 5-9.

O pecado do povo tem como um dos componentes o endurecimento do coração.

“Por que seríeis ainda castigados? Por que insistis na rebeldia?…”, 1:5.

Eles estavam insensíveis diante da disciplina divina…

A cidade, o povo e a terra estavam sofrendo por causa do pecado, mas, ainda assim não havia arrependimento, abandono do pecado.

Is 1:7 “A vossa nação está assolada; as vossas cidades estão queimadas; a vossa terra está sendo invadida por estrangeiros diante de vós e está devastada, como que saqueada por estrangeiros”.

“Só restou a filha de Sião…” (v. 8). Mas, o pouco que restava ainda assim estava como isolada, sitiada…

Que situação triste… Que trágicas conseqüências do pecado… Mas, os corações estavam endurecidos…

Deus na Sua infinita graça e misericórdia ainda “deixava alguns sobreviventes”, “os remanescentes”, o que em Isaías 6 é chamado de “o toco. A santa semente é o toco” (Is 6:13). Diferentemente de Sodoma e Gomorra, o Senhor dos Exércitos não destruirá tudo.

Pv 29:1 “Aquele que, sendo muitas vezes repreendido, endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura”.

Rm 2:5 “Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus”.

Hb 3:7-15 “Pelo que, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto… Que nunca se ache em qualquer de vós um perverso coração de incredulidade, para se apartar do Deus vivo; antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado porque nos temos tornado participantes de Cristo, se é que guardamos firme até o fim a nossa confiança inicial; enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação”.

Charles Colson e Harold Fickett, no livro “A Fé em tempos modernos – em que crêem os cristãos”, apresentam o arrependimento como: reconhecer o pecado (confissão); decidir não cometer novamente; e, evitar as circunstâncias que o estimulam.

Colson conta sobre um jovem, casado, em Washington D. C. que confessou um crime que havia cometido há anos… Ele foi preso, mas embora preso está mais livre que nunca e no presídio testemunha da salvação em Cristo Jesus… Este jovem levou a sério a questão do arrependimento e da busca da santidade…

Conheço o caso da esposa de um pastor que apresentou a liderança da igreja o caso do adultério de um marido, cujo coração se mantinha rebelde diante de Deus… Conheço o caso de um pai, que publicamente diante da igreja, tratou do pecado público de seu filho, exercendo a disciplina em amor… Sei de um homem que por causa de um caso de adultério com a secretária, teve que abandonar o emprego no processo de reconciliação com a esposa, e restauração do seu casamento… Zaqueu disse para Jesus que estava pronto a restituir o que havia tirado injustamente das outras pessoas… São exemplos de arrependimento e busca de santidade.

Se há pecado em sua vida e ou na vida de alguém que você conhece, você está pronto a pagar o preço do arrependimento e da busca da santidade?

Os esforços do ser humano sem comunhão e em rebeldia contra Deus, mesmo quando revestidos de aparente espiritualidade são rejeitados por Deus e não são benções para sua vida.

Deus nos conclama, por meio do evangelho de Jesus Cristo, ao arrependimento dos pecados, a consagração a Ele e a vida no Espírito em santificação diante Dele e dos seres humanos.

III. O caminho dos esforços humanos agradáveis a Deus, vv. 10-17.

A. A exigência divina, vv. 16,17.

Relembremos qual era a condição espiritual do povo…

Is 5:24 “… porque rejeitaram a lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a palavra do santo de Israel”.

Is 30:9 “Pois este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor”.

Is 42:24 “Quem entregou Jacó por despojo, e Israel aos roubadores? porventura não foi o Senhor, aquele contra quem pecamos, e em cujos caminhos eles não queriam andar, e cuja lei não queriam observar?”.

A exigência divina…

Is 1:10  “Ouvi a palavra do Senhor… ; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo…”

“Lei” referindo-se a revelação da vontade de Deus…

Rm 7:12 “De modo que a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”.

Is 42:21  “Foi do agrado do Senhor, por amor da sua justiça, engrandecer a lei e torná-la gloriosa”.

Isa 51:4 “Atendei-me, povo meu, e nação minha, inclinai os ouvidos para mim; porque de mim sairá à lei, e estabelecerei a minha justiça como luz dos povos.

Is 8:16 “Ata o testemunho, sela a lei entre os meus discípulos”.

Os verdadeiros discípulos de Cristo vivem segundo a Lei, a vontade divina revelada na Bíblia -  palavra de Deus…

Is 2:3 “Irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor”.

Is 8:19,20  “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”.

Rm 8:7 “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser”.

Deus nos conclama, por meio do evangelho de Jesus Cristo, ao arrependimento dos pecados, a consagração a Ele e a vida no Espírito em santificação diante Dele e dos seres humanos.

O Senhor exige a obediência a Sua vontade, a Sua palavra… Ele exige arrependimento dos pecados, consagração e santificação de intenções e ações.

Is 1:16,17 “Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal;aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva”.

IV. A bondade divina nos conduz ao arrependimento…

A. Chamado de misericórdia e graça…, vv. 18,19.

Is 1:18-20 “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã. Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o bem desta terra; mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; pois a boca do Senhor o disse”.

“Vinde, pois…” – um convite, um chamado ao arrependimento; oferta de perdão ao pecado cometido.

Rm 2:4 “Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao arrependimento?”

“Misericórdia” – Deus não nos concede o que merecemos sendo pecadores. Retém, por um tempo, a Sua ira…

“Graça” – Deus nos concede o que não merecemos, apesar de sermos pecadores. Ele nos concede o favor divino, o perdão dos pecados, a doção como filhos pela fé em Cristo Jesus…

Para que obtenha o perdão se faz necessário aceitar o convite – “Vinde…”.

Is 55:3 “Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um pacto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências prometidas a Davi”.

Is 55:6,7 “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar”.

Jo 5:39,40 “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim;mas não quereis vir a mim para terdes vida!”.

Jo 6:35 “Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede”.

Jo 6:37 “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”.

“Vinde, pois…” – há um convite, um chamado ao arrependimento; oferta de perdão ao pecado cometido. Não rejeite o convite…

B. As bênçãos do favor divino

Is 1:18 “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã”.

Is 1:19 “Se estiverdes prontos a ouvir, comereis o melhor desta terra”.

Is 1:25-27 “Voltarei contra ti a minha mão, e purificarei como com potassa a tua escória; e tirar-te-ei toda impureza; ete restituirei os teus juízes, como eram dantes, e os teus conselheiros, como no princípio, então serás chamada cidade de justiça, cidade fiel. Sião será resgatada pela justiça, e os seus convertidos, pela retidão”.

Há aqui, como muito se repetirá durante o livro de Isaías, um elemento de consolo.

Aqui, Deus fala em “fogo”, “fornalha” não como símbolo de destruição, de juízo, mas de purificação… Deus quer remover toda impureza, todo o pecado, e nos purificar, assim como fez com Isaías, o profeta.

“Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos! Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado” (Is 6:5-7).

Is 43:24, 25 “Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me satisfizeste; mas me deste trabalho com os teus pecados, e me cansaste com as tuas iniqüidades. Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro”.

1 J 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

Rm 10:8-13 “…porque o mesmo Senhor o é de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.

Deus promete libertação, perdão e purificação dos pecados; restauração da cidade, juízes, justiça; benção, prosperidade e paz.

Em Cristo temos a garantia da vida eterna – vida de satisfação, alegria, justiça e paz aqui e agora; e, e a esperança da comunhão eterna com Deus nos céus.

Rm 14:17 “Porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo”.

Mc 10:28-30 “Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós deixamos tudo e te seguimos. Respondeu Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no mundo vindouro a vida eterna”.

Rm 6:22,23 “Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”.

A maior de todas as benções é comunhão com o Pai, O Filho, o Espírito Santo e o povo de Deus – a Igreja de Jesus Cristo.

Cl 1:12 “Dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz”.

At 20:32 “Agora pois, vos encomendo a Deus e à palavra da sua graça, àquele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados”.

Conclusão

Os esforços do ser humano sem comunhão e em rebeldia contra Deus, mesmo quando revestidos de aparente espiritualidade são rejeitados por Deus e não são benções para sua vida.

Deus nos conclama, por meio do evangelho de Jesus Cristo, ao arrependimento dos pecados, a consagração a Ele e a vida no Espírito em santificação diante Dele e dos seres humanos.

Pela sua infinita graça e misericórdia, como escreveu Max Lucado: “Deus nos aceita como somos, mas Ele quer que nós sejamos simplesmente como Jesus”.

As solenidades, as ofertas, o culto etc., não são inúteis, mas agradáveis e aceitos por Deus, e se tornam bênçãos para nós e os outros quando no Espírito são expressões genuínas do conhecimento, da fé e do relacionamento com Ele, por meio de Cristo Jesus, e da vida em obediência e amor ao Seu Nome.

 

IsaíasNova Aliança