Quem me levará a vitória? - parte 2

"Vivendo Pela Fé" - Série em Romanos
 Pr. Domingos M. Alves
14ª Mensagem - Rm 7.1-25
27/09/2015

Quem me levará a vitória?

(Continuação)

Rm 7.1-25


Mensagem: A vitória no processo de santificação, fruto da união com Cristo, é conquistada pela graça de Deus, e não pela obediência a lei.

Esboço

Introdução

1. Recordando

“Viver pela fé significa crer na Palavra de Deus e lhe obedecer, independentemente de que como nos sentimos, do que vemos ou de quais possam ser as consequências” (Wiersbe).


No domingo, 13/09/15, refletimos na 14a. Mensagem, “Quem me levará a vitória?”, Rm 7.1-6.

Refletimos, sobre dois perigos na vida cristã, no processo de santificação rumo à glorificação em Cristo Jesus... Falamos sobre a licenciosidade (a noção de que temos liberdade de viver como desejamos), e o legalismo (a convicção de que devemos viver sob a Lei a fim de agradar a Deus).

Legalismo é a convicção de que é possível tornar-se santo e agradar a Deus obedecendo à Lei. É medir a espiritualidade de acordo com o que se deve ou não fazer (Wiersbe).

Destacamos:

I. Em Cristo somos livres da lei, 7.1-4

1. Destacando alguns aspectos da lei.

2. Ilustrando a relação do cristão com a Lei.


2. Hoje (27/09/15) – 14a. Mensagem (Continuação), Rm 7.1-25.

A justificação é pela fé, fruto da graça de Deus... E, a vitória no processo de santificação, também é pela fé, fruto da união com Cristo, e da graça de Deus, e não por méritos próprios e nem pela obediência da lei (legalismo).

Para compreendermos um pouco mais esta questão, vejamos três exemplos:

1º exemplo - O fariseu, Lc 18.9-14

O fariseu era um homem religioso.

“A principal característica da vida de um fariseu era a reputação de ser um cuidadoso e ferveroso cumprir da lei mosaica, e suas tradições” (Ralph Martin, Int e Com., pág. 142, citando Josephus, Life, 9s

Esse fariseu, mencionado por Jesus Cristo, foi ao templo com o propósito de orar, v. 10... Aparentemente, era livre de vícios, v. 11.

O fariseu declarou: “jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho”, v. 12.

A Lei estipulava um jejum, do Dia da Expiação (Lv 16.29-31; 23.27), todos os demais eram voluntários (MacArthur, B.E., pág. 1359, 1331). Mas, ele jejuava duas vezes por semana. Jejuava mais do que a Lei requeria!

Ele dava o dízimo de tudo quanto ganhava... Há dizimava mais do que a Lei estipulava (Dt 14.22-29; cf. Lc 11.42).

Mas, esse homem religioso, que se orgulhava por cumprir a Lei, não foi justificado diante de Deus – “Digo-vos que este (publicano) desceu justificado para sua casa, e não aquele (publicano); porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exlatado”, Lc 18.14.

O fariseu buscava cumprir a Lei, mas ele “não tinha consciência do pecado, nem da necessidade, nem da humilde dependência de Deus” (Leon L. Morris, Lc Int. e Com., pág. 249).

A justificação é pela fé, fruto da graça de Deus... E, a vitória no processo de santificação, também é pela fé, fruto da união com Cristo, e da graça de Deus, e não por méritos próprios e nem pela obediência da lei (legalismo).


2º exemplo - O jovem rico, Lc 18.18-30

Este jovem foi até Jesus Cristo como o interesse de saber o que fazer para herdar a vida eterna... Quando Jesus Cristo citou os cinco mandamentos, que tratam da relação com o próximo – não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe (v. 20; Êx 20.12-16). O jovem declarou, que tudo aquilo ele cumpria desde a sua juventude.

Quando Jesus desafiou o jovem a vender tudo que tinha e segui-Lo, ele se entristeceu (v. 22,23). Aquele jovem, não havia compreendido quem era Jesus Cristo, e a importância do mandamento de não ter outros deuses e de adorar somente a Deus (Êx 20.3-5).

Ele não estava disposto a abrir mão da sua riqueza, para seguir a Jesus Cristo e herdar a vida eterna.

Cumprir os mandamentos da lei de Jesus Cristo tem real valor para Deus, quando são frutos do viver pela fé, em união com Cristo e de um coração voltado para adorar a Deus acima de todas as coisas.

A justificação é pela fé, fruto da graça de Deus... E, a vitória no processo de santificação, também é pela fé, fruto da união com Cristo, e da graça de Deus, e não por méritos próprios e nem pela obediência da lei (legalismo).


3º exemplo – O apóstolo Paulo, Fp 3.3-11.

O apóstolo Paulo está combatendo o ensino dos cristãos judeus quanto a imposição, sobre cristãos nãos judeus, da observação de aspectos cerminoniais e rituais da lei mosaica, no culto a Deus e na vida cristã, confiando nestas práticas (“carne”, 3.4), para obter méritos diante de Deus.

Paulo cita cumprimento da Lei – circuncidado ao oitavo dia, 3.5 (Gn 17.12; 21.4; Lv 12.3); da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus, quanto à lei fariseu (“a principal característica da vida de um fariseu era a reputação de ser um cuidadoso e ferveroso cumprir da lei mosaica, e suas tradições” (Ralph Martin, Int e Com., pág. 142, citando Josephus, Life, 9s.); ... ; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível – Paulo no seu fanatismo, era tão zeloso e fiel no cumprimento da lei, que até ao perseguir a Igreja achava que estava agradando a Deus (At 9.1-9; 1 Tm 1.12-17).

“Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo” (3.7), “e ser achado nele, não tendo justiça própria, que precede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que precede de Deus, baseada na fé” (3.9).

Paulo afirma (Martin, pág. 146): 1) posição e relação com Deus não podem ser adquiridas pelo esforço humano, na base da lei, da Torah; 2) a justiça é um dom, procede de Deus com base na obra de Jesus Cristo, é fruto de Sua graça; 3) a justiça é por meio da fé em Cristo.

A justificação é pela fé, fruto da graça de Deus... E, a vitória no processo de santificação, também é pela fé, fruto da união com Cristo, e da graça de Deus, e não por méritos próprios e nem pela obediência da lei (legalismo).

“No capítulo 7 encontramos uma descrição da maneira errada de viver. Trata da nossa impossibilidade de ter uma vida vitoriosa – por nós mesmos –

mas também nos apresenta pilares, colunas, que nos ajudarão a viver vitoriosamente” (Ary Velloso).


Desafios - no Espírito Santo, desenvolver:

1. Gratidão a Deus, pois a nossa posição e relação com Ele são frutos da graça de Deus.

2. O viver segundo a vontade de Deus, como resultado da nossa posição e relação com Ele, por meio da fé em Jesus Cristo.


(Continua, em 11/10/15)




Lembre-se:

A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina, é de perseverante e confiantemente aplicar os princípios e as verdades divinas que tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27). Ao meditar nestes estudos, faça a você mesmo estas perguntas:

• O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e de agir?

• Como eu posso colocar isto em prática na minha vida?

• Qual o primeiro passo que darei nessa direção, para que haja real transformação em minha vida?

Conheça a verdade. Creia... Aproprie-se... Pratique... e experimentarás a vida completa que há em Jesus Cristo – Jo. 10.10.



Pr. Domingos M. Alves domingos.a@novaalianca.com

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Ribeirão Preto, SP, Brasil

Setembro de 2015