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Estudos Bíblicos

Viva com visão celestial (conclusão)

Mensagem: Viver com visão celestial é viver segundo os valores de Cristo, e no Espírito Santo manifestar a vida de Cristo em todas as áreas e circunstâncias da vida.

Data: 04/12/2007
Série: Colossenses
8 Mensagem
3 Parte/Capítulo

Esboço:

Recordação



(I parte)

I. O que é visão celestial?

... Focar as “coisas lá do alto”.

I.1. Procurem as coisas lá do alto.

I.2. Mantenham os pensamentos nas coisas do alto.

II. Por que ter visão celestial?

II.1. Porque morremos em Cristo, 3.3

II.2. Porque a nossa vida está escondida com Cristo em Deus, 3.3

(II parte)

III. Quais os resultados práticos do viver com visão celestial?

Vivendo com visão celestial o discípulo de Cristo manifesta no Espírito o Senhorio de Cristo, 3.5-4.6.

III.1. Fazer morrer a natureza pecaminosa, e viver em santidade, 3.5-11

(III Parte e Conclusão – 02/ Dez./07)

III.2. Revestindo-se das virtudes divinas, vivendo relacionamentos sadios e construtivos, 3.12-4.1, 5,6.

Primeiramente vejamos as virtudes divinas que devem fazer parte do nosso caráter em Cristo e nortear os nossos relacionamentos – na família, na Igreja, na vida acadêmica e profissional, para com os “de fora” (4.5).

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados..” – escolhidos, segundo o amor, e a livre e soberana vontade e graça divina, como membros da nova criação em Cristo, devem portar-se com tal... Nosso estilo de vida deve refletir a nossa nova vida em Cristo...

Revesti-vos de:

A. Profunda Compaixão (ternos afetos de misericórdia), 3.12

Coração compassivo; sentimentos de simpatia diante do sofrimento e das necessidades uns dos outros...

B. Bondade, 3.12

Expressa em atitudes e atos – fazer o bem. Atitude amigável e auxiliadora que procura suprir a necessidade dos outros mediante atos generosos...

C. Humildade, 3.12

Reconhecimento da própria fraqueza e limites, mas também reconhecimento do poder de Deus (poder que o capacita...).

D. Mansidão, 3.12

Ceder direitos... Permitir que Deus molde nosso caráter e nos conduza...

Indica uma submissão obediente a Deus e Sua vontade, com uma fé não vacilante... Atos gentis e uma atitude benevolente para com as outras pessoas, e, frequentemente enfrenta oposição... É virtude de manter a personalidade sujeita a vontade de Deus mediante o poder do Espírito Santo.

E. Paciência (longanimidade), 3.12

Mente que se controla durante um longo tempo antes de agir... Longanimidade, paciência em sofrer injustiças, sem vingança, mas com esperança em Deus.

Não desistir diante de pessoas e ou situações difíceis.

F. Suportem-se uns aos outros, 3.13

Aceitação e amparo mútuo...

Como tendemos em rejeitar aquele que é diferente que age e ou pensa diferente de nós (não me refiro a prática de pecado, mas ao ser diferente...).

G. Perdoem as queixas, 3.13

“Queixa” por aquilo que te trouxe vergonha, pesar, tristeza...; “achar falta em...”; “estar insatisfeito com...”.

“Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Cl 2.13,14)... – “cancele a dívida, grave-a na cruz de Cristo”; liberte a outra pessoa da culpa, da ofensa contra você; assuma o compromisso de não renovar a questão.

Perdão gera reconciliação, remove as barreiras de inimizade, restaura a comunhão...

Perdoar não é opção, mas é resultado natural da nova vida em Cristo, é uma questão de obediência a Deus, de andar no Espírito.

Construa relacionamentos revestidos pelo “amor” 3.14 – tenha uma atitude motivada e orientada pelo amor de Cristo; amor que é sacrificial, que visa o benefício do próximo.

O elemento unificador, integrador deve ser o amor – “vínculo”.

Fomos chamados para viver em “paz” (não com inimizades) com Cristo e uns com os outros, 3.16.

“Bem aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus”, Mt. 5.9.

Sejamos agradecidos (não arrependidos; resmungando; queixando-nos) por sermos “membros do corpo de Cristo” – Igreja, 3.16. Façamos tudo com gratidão a Deus Pai, 3.17.

Lembre-se: Perdão gera reconciliação, remove as barreiras de inimizade, restaura a alegria da comunhão uns com os outros (Efésios 2.11-22).

Agora, vejamos como estas virtudes divinas se refletem nas diferentes áreas de relacionamentos:

III.2.1. Nas relações no contexto da igreja de Jesus Cristo, 3.16.

A. Edificação mútua, 3.16

Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo..., 3.16

“Habite” – morar, residir, viver em..

Para isso precisamos em oração (agradecendo pela palavra de Deus, rogando a iluminação e a capacitação do Espírito etc.): ler, compreender, personalizar, memorizar e praticar (ilustrar com 3.13 – “perdão”).

Isto nos dará condições de “ensinar e aconselhar uns aos outros com toda a sabedoria...”:

Ensinar (instruir) uns aos outros – mostrar como viver segundo os princípios da palavra de Deus; e, aconselhar uns aos outros – corrigindo-nos mediante a advertência e o ensino.

B. Adoração e louvor comunitário, 3.16 (Ef 5.19)

Somente com a palavra de Deus em nossos corações há verdadeira adoração e louvor comunitário a Deus, 3.16 (sem a palavra há murmuração, queixas etc.).

C. Atitude de gratidão, 3.17

E todas as coisas devem ser feitas em nome de Cristo e com gratidão, 3.17

Fazer em “nome de Cristo” é ter a atitude apropriada, conforme Cristo – “O que Cristo faria, ou como agiria se Ele estivesse em meu lugar?”.

A totalidade da vida (“tudo” – palavra ou ação) do discípulo de Cristo fica debaixo do Nome de Jesus.

Toda motivação e ação devem ser na dependência de Cristo, e para exaltação (glória) de Cristo.


III.2.2. Nas relações no contexto do lar, 3. 18-21.

A. Mulheres, sujeite-se submissas, 3.18

“Submissão” atitude de respeito e valorização do marido, que redunda num desejo natural de servi-lo, apoiá-lo e reconhecer sua liderança em Cristo (liderança que não é autoritarismo, exploração, humilhação etc.).

A submissão biblicamente falando (Ef. 5.21) é voluntária e se baseia no reconhecimento da ordem divina.

Esposas revestidas das virtudes divinas não controlam e ou “empurram” os seus maridos. Se os maridos não obedecem a palavra de Deus, elas procuram ganhar os maridos por meio de um espírito manso e tranqüilo, de um caráter aprovado por Deus (1 Pe. 3.1).

B. Maridos, ame cada um a sua mulher, 3.19

“Ame” – amor sacrificial, altruísta, que visa o bem estar, o benefício da esposa.

O marido que ama segundo Cristo (caráter e atitude de servo) lidera a esposa espiritualmente (Ef. 5.25-27), e a “alimenta” e “cuida” em todas as áreas e necessidades (física, emocional, espiritual etc.).

“Não a trateis com amargura” – tem a idéia de ser amargo, chato, irritante. Fala do atrito causado pela impaciência e “falação” impensada. A impaciência e os resmungos, o desprezo, a hostilidade etc., geram graves crises e desanimo.

O marido revestido das virtudes divinas transmite segurança, honra e valor a sua esposa (tornando-a mais “bela”).

C. Filhos, obedeçam a seus pais em tudo, 3.20

“Filhos obedeçam”... – referência aos filhos menores (mas, os filhos menores que moram com os pais devem reconhecer que os pais são a autoridade no lar).

“Obedeçam em tudo” – tudo aquilo que não fere o caráter e a vontade de Deus... Isto agrada a Deus...

Filhos revestidos das virtudes divinas obedecem aos seus pais enquanto estão debaixo de sua autoridade, e os honram por toda a vida.

D. Pais, não irritem seus filhos, 3:21

“Pais não irritem...” – irritação que vem pela implicância, incoerência (faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço), agressão por palavras e ou atitudes (física, moral etc.), omissão etc.

Com tais atitudes os pais conduzem os filhos ao desanimo – “sem espírito e sem motivação”.

O caminho bíblico da educação dos filhos não é o da “ausência de disciplina”, nem de “excesso de rigidez”, mas da criação “segundo a instrução e o conselho do Senhor” (Ef. 6.4b, cf. Hb. 12.4-12).

Pais revestidos das virtudes divinas não são fonte de desanimo para os seus filhos, mas os educam em amor segundo o ensino e o modelo de Deus Pai.


III.2.3. Nas relações no contexto da vida profissional, 3.22-4.1.

Principais modos de produção – forças produtivas (meios de produção + seres humanos), produção de bens e serviços, relações e distribuição...

Primitivo – propriedade coletiva... / Israel – kibutz; Tribos indígenas...

Escravista – tudo era propriedade dos senhores... / Roma antiga; Brasil colonial...

Asiático – terras e meios de produção pertencem ao estado... Classes privilegiadas / Egito antigo, China, Índia, África etc.

Feudal – senhores feudais (poder econômico e político) versus servos (trabalhavam para os senhores, pagavam impostos e tinham certo usufruto da terra)... / Europa ocidental, Idade Média até Séc. XVI.

Capitalista – Relações assalariadas de produção... Duas classes principais – burguesia (elites / poder econômico etc.) versus assalariados (trabalhadores)... Visa o capital, lucro... / Mundo ocidental, Brasil atual...

Socialista – economia planificada, propriedade social... Visa as necessidades básicas da população... / Europa Oriental, e certos países da Europa Ocidental, América Central...

O contexto em que Paulo e a Igreja de Colossos vivam era um contexto escravista... Nós vivemos num contexto capitalista... Mas, o princípio bíblico se aplica a todo e qualquer contexto...

A. Servos, obedeçam em tudo aos seus senhores terrenos, 3.22

“Servos” – hoje, referência aos empregados, funcionários, assalariados etc.

“Obedeçam em tudo” – tudo aquilo que não fere o caráter e a vontade de Deus...

“Aos seus senhores”... – “senhores”, hoje, referência aos empregadores, líderes, chefes executivos, gestores, gerentes etc.

Trabalhem com sinceridade, excelência, diligência e fidelidade, não somente quando o “senhor” estiver observando e ou quando o seu trabalho “aparecer”, tiver reconhecimento... Não seja bajulador, “puxa saco”, fingido...

Tenha como verdade motivação a consciência de que estás trabalhando para o Senhor dos “senhores” (3.23), Aquele de quem receberás o retorno completo, pleno (recompensa da herança, 3.24), e que fará justiça pois não faz acepção de pessoas (3.25).

Servos revestidos das virtudes divinas desenvolvem seu trabalho com sinceridade, excelência, diligência e fidelidade, convictos de que acima de tudo estão servindo a Cristo.

B. Senhores, dêem aos seus escravos o que é justo e direito, 4.1

“Senhores”... – “senhores”, hoje, referência aos empregadores, líderes, chefes executivos, gestores, gerentes etc.

“Senhores” dêem aos seus servos o que é:

- Justo – remuneração honesta; respeitar integralmente os méritos e os direitos dos servos, direitos dados pelo Deus Criador de receber justa porcentagem do fruto do seu trabalho (1 Co. 9.7-9; 1 Tm. 5.18);

- Direito – obrigação de garantir a maior igualdade possível entre os que fazem o mesmo serviço ou desempenham uma função de igual responsabilidade, sem fazer acepção de pessoas...

“Senhores” saibam que vocês têm um Senhor nos céus a quem prestarão contas... Jó 31.13,14; Lc. 3.9-14.

Senhores revestidos das virtudes divinas tratam seus servos segundo o que é “direito e justo”, certos de que prestarão contas ao Senhor dos céus.


III.2.4. Nas relações para com dos “de fora”, 4.5,6.

“Portai-vos com sabedoria...” – ande, viva, tenha um estilo de vida sem extremismos, sem barreiras “extra bíblicas” e ou “anti-bíblicas” (exemplo – filosofias humanas, legalismos, misticismo, e ascetismo, que estudamos na 7ª mensagem desta série em Colossenses, cap. 2). Tenha compreensão da vontade de Deus e cumpra-a, Cl 1.9,10, 28; 2.3;3.16a.

“São de fora” – vivem num mundo sem Deus; não são discípulos de Cristo (podem até ser religiosos); não são filhos de Deus pela fé em Cristo como único e suficiente Salvador.

“Aproveitai as oportunidades”... - invista sua vida e ocupações num testemunho positivo e atraente àqueles que ainda não são discípulos de Cristo, que estão fora da comunhão com Deus e a Sua Igreja.

Tenha uma palavra agradável e benéfica (cf. Ef. 4.29), e saiba como “responder a cada um” – respondendo as questões e dúvidas com respostas baseadas na mensagem do amor de Deus e em Sua sabedoria demonstrada na cruz de Cristo (1 Co. 1.18-2.5).

Discípulos revestidos das virtudes divinas investem suas vidas e ocupações num testemunho positivo e atraente àqueles que ainda não são discípulos de Cristo, que estão fora da comunhão com Deus e a Sua Igreja.

Conclusão



Desafio - Viver com visão celestial é viver segundo os valores de Cristo, e no Espírito Santo manifestar a vida de Cristo em todas as áreas e circunstâncias da vida.

Em Cristo Jesus...

Fazendo morrer a natureza pecaminosa, e viver em santidade, 3.5-11

Revestindo-se das virtudes divinas, vivendo relacionamentos sadios e construtivos, 3.12-4.1, 5,6 - na família, na Igreja, na vida acadêmica e profissional, para com os “de fora” (4.5).

04/12/2007

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