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Estudos Bíblicos

Sexualidade Hoje

Mensagem: O relacionamento físico sexual quando regido pelos princípios bíblicos é exercido plenamente no contexto do casamento, com amor altruísta, compromisso, fidelidade, respeito e afeição, resultando na satisfação e realização mutua do casal, e na honra de Deus.

Data: 29/04/2008
Série: Vida a Dois
5 Mensagem
1 Parte/Capítulo

Esboço:

INTRODUÇÃO



1. Recordando
Na quarta mensagem "Princípios de Gestão Financeira", 1 Tm 6.3-19, vimos que "os valores do Reino de Deus, princípios bíblicos, devem nortear a nossa relação com o dinheiro e a elaboração do nosso orçamento financeiro, e ao serem praticados resultam em benção para nós e os outros, e na exaltação de Deus (1 Coríntios 10.31).".

2. O cristianismo e a Igreja condenam, odeiam a sexualidade?!
Em 1992 (Folha de SP, 3 de Abril de 1992) o holandês Paul Verhoeven diretor do filme "Instinto Selvagem" (‘Basic Instinct’) (nota: eu, Pr. Domingos, não estou te indicando, nem encorajando a assistir este filme), com Michel Douglas e Sharon Stone, numa entrevista a Folha de SP fez as seguintes afirmações: "... Nossa sociedade é baseada em valores cristãos, e o cristianismo e a igreja sempre tiveram uma relação de ódio para com a sexualidade. A igreja se livrou das mulheres bem rápido, não foi? A chamada sociedade cristã é uma sociedade masculina, não é? É claro que, nesse caso, ainda resta a questão da sexualidade, o que fazer com ela? Porque as pessoas não vão parar de transar só porque a Igreja condena, não é?"
Estas afirmações de Paul Verhoeven apesar de terem sido feitas há 16 anos, revelam muito do que as pessoas ainda pensam nos dias atuais – "... o cristianismo e a igreja sempre tiveram uma relação de ódio para com a sexualidade...", "... a Igreja condena que as pessoas tenham uma vida sexual..." etc.
Afirmações como as de Paul revelam ignorância a respeito dos verdadeiros valores cristãos, do verdadeiro cristianismo e da verdadeira Igreja a respeito da sexualidade. Os verdadeiros valores cristãos, a verdadeira igreja e o verdadeiro cristianismo não têm uma relação de ódio para com a sexualidade, até porque a sexualidade foi criada por Deus, e tem Dele a aprovação e benção quando exercitada segundo a Sua vontade revelada na Bíblia – palavra de Deus.


  • "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros", Hb 13.4

  • "Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição", 1 Ts 4.3

  • "... Por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma o seu próprio marido. O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também semelhantemente a esposa ao seu marido", 1 Co 7.2,3

  • "Pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graça, nada é recusável", 1 Tm 4.4



Os verdadeiros valores cristãos, o verdadeiro cristianismo e a verdadeira igreja não condenam a sexualidade em si mesma, mas condenam o adultério, a impureza, a prostituição etc.

Há uma questão existencial, ética, de consciência que precisamos definir: 1) Quem sou eu? 2) O que é mais importante para mim? O que eu realmente preciso? Se eu sou filho de Deus, pela fé na morte de Jesus Cristo pelos meus pecados e Sua ressurreição dentre os mortos; então o mais importante para mim é conhecer a Deus, amá-lo, obedecê-lo, viver para agradar-lhe e testemunhar o Seu Nome; e, o que eu mais preciso é de paz, alegria, ser amado por Ele e saber amar os outros. Mas, se eu sou um "saco de moléculas que deu certo", se sou um animal (e o que me difere dos outros animais é ser racional), se sou fruto do acaso (não sou criatura de Deus, e vivo alienado de Deus); então o que é mais importante para mim é satisfação dos meus desejos e vontades, impulsos, instintos etc.; e o que eu mais preciso é comer, beber, fazer sexo, ter aprovação humana, ter a busca do prazer como a máxima da vida (tudo é válido em nome do "amor" e da satisfação pessoal; não há pecado; satisfaça seus desejos e instintos, não se reprima... Isto explica toda pornografia, imoralidade, prostituição etc., todo caos moral, familiar e social do mundo em que vivemos).

Repito: os verdadeiros valores cristãos, o verdadeiro cristianismo e a verdadeira igreja não condenam a sexualidade em si mesma, mas condenam o adultério, a impureza, a prostituição etc.

O relacionamento físico sexual quando regido pelos princípios bíblicos é exercido plenamente no contexto do casamento, com amor altruísta, compromisso, fidelidade, respeito e afeição, resultando na satisfação e realização mutua do casal, e na honra de Deus.

3. O contexto de 1 Coríntios 7
O apóstolo Paulo em 1 Co 6 ensina que o corpo do verdadeiro discípulo de Jesus Cristo é habitação do Espírito Santo, pertence ao Senhor, e por isso ele deve glorificá-Lo por meio do seu corpo, não fazendo do mesmo instrumento para a prostituição, para o que não agrada a Deus.

No capítulo 7 o apóstolo responde a perguntas sobre celibato e casamento, deixando claro que a opção de viver solteiro e ou casar são legítimas quando feitas sob aprovação de Deus, devendo-se assumir até o fim as conseqüências da escolha feita.

Analisemos dois princípios que devem reger o relacionamento físico sexual.

I. O princípio da condição da prática plena da sexualidade



Por alguma razão (alguns comentaristas dizem que é porque a igreja cristã vivia num contexto de perseguição. Em Eféso a perseguição já era forte...), o apóstolo Paulo em 1 Co 7 favorece o celibato (vv. 1, 7-9, 27, 38), no entanto sem desprezar o casamento (vv. 2, 27, 28) e enfatizando que o mesmo é aprovado e tem a benção divina (Ef 5.21-33).

O princípio da prática plena da sexualidade é que a mesma deve ocorrer no contexto do casamento – "... Por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido", 1 Co 7.2

Namoro, beijo, carinho (tudo isso faz parte da sexualidade) etc., sem o desfrute da intimidade e da prática sexual plena, fazem parte da vida do (a) solteiro (a)... Mas, o desfrute da intimidade e da prática sexual plena fora do contexto do casamento é ‘porneia’ – prostituição, impureza, pecado (não agrada a Deus e é por Ele condenado).

A paixão é loucura (Pv 9.13-18; 7)... O verdadeiro amor espera pelo tempo certo para o desfrute da intimidade e da prática sexual plena.

Jovens têm cada vez mais casado mais tarde... 30, 35, 40 anos... Têm adiado o casamento em nome de primeiro ter curso completo, carro, casa toda mobiliada etc. Com isso também cresce o número de jovens que têm uma vida sexual ativa fora do casamento (namoros com a prática sexual)... A Bíblia nos ensina a termos uma vida regulada (espiritual, emocional, econômica) antes de casar. Mas esta vida é caracterizada pela simplicidade e contentamento. Por vezes o casal vai construir a vida juntos, e juntos terminarem o curso, comprar o carro, mobiliar toda casa etc. Se por algum motivo você quer primeiro ter tudo antes de casar, faça-o, você não peca por isto... Mas, viva sem a prática do ato sexual.

Você solteiro (a) se não se domina, se vive abrasado (a) – procure casar (1 Co 7.9).

Enquanto você não casa – fuja de situações e ou não alimente a sua mente com coisas que te levem a pecar, a impureza, a prostituição...

"Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição", 1 Ts 4.3

O caminho para vitória as tentações e lutas sexuais, não é o caminho da auto-satisfação, da masturbação, da pornografia virtual etc., mas de uma mente ensinada e conformada com a palavra de Deus, e de relacionamentos cujos limites de intimidade sejam compreendidos e respeitados.

(Re) lembre o princípio da prática plena da sexualidade é que a mesma deve ocorrer no contexto do casamento – "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus, e não se envergonhavam", Gn 2.24,25.

"... Por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido", 1 Co 7.2

O relacionamento físico sexual quando regido pelos princípios bíblicos é exercido plenamente no contexto do casamento, com amor altruísta, compromisso, fidelidade, respeito e afeição, resultando na satisfação e realização mutua do casal, e na honra de Deus.


II. O princípio da dívida mutua



"O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também semelhantemente a esposa, ao seu marido", 1 Co 7.3
No casamento não há espaço para o machismo e nem para o feminismo... Feminismo, o corpo é meu e faço o que quero; Machismo quer dominar, se relacionar com a mulher sendo um objeto de prazer.
No casamento marido e esposa devem se doar um ao outro, vv. 4-7.
Há uma dívida mutua entre o casal – conhecer e suprir as necessidades um do outro. Esta é a dívida...

Um cônjuge não deve privar o outro – "Não vos priveis um ao outro...", v.5
A privação, a ausência da prática sexual, deve existir somente no caso de mútuo consentimento – com a finalidade da oração, situações de busca especial a Deus (oração). Também em final de gravidez, pós parto, enfermidade etc. é comum um casal ficar longo tempo sem prática sexual plena (não significa ausência de afeição, carinho, companheirismo etc. que deve ser prática constante em todo momento e circunstâncias).

Ainda assim, a privação não deve ser por longo tempo para que Satanás não tente. A ausência do desfrute da intimidade e da prática plena da sexualidade no casamento "abre portas" para "aventuras" fora do casamento.

Desfrutar da vida sexual plena, e o mutuo prazer sexual é divida de um cônjuge para o outro. No plano divino a prática sexual no casamento é para reprodução - filhos (Gn 1.28; Sl 127), e para desfrute mútuo (Pv 5.15-19; Cântico dos Cânticos).

A privação como meio de negar ao cônjuge a satisfação e realização sexual não é plano de Deus... Cabe a casal orar, conversar sobre a sexualidade, conhecer e suprir a necessidade um do outro.

No caso de problemas por causa de traumas passados (exemplo de pessoas que sofreram violência sexual), distúrbios psicossomáticos, fisiológicos, relacionais etc., que resultem em problemas na vida sexual do casal deve-se buscar ajuda de conselheiros bíblicos e profissionais competentes para auxiliar.

O relacionamento físico sexual quando regido pelos princípios bíblicos é exercido plenamente no contexto do casamento, com amor altruísta, compromisso, fidelidade, respeito e afeição, resultando na satisfação e realização mutua do casal, e na honra de Deus.

Conclusão




  • "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros", Hb 13.4

  • "Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição", 1 Ts 4.3

  • "... Por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma o seu próprio marido. O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também semelhantemente a esposa ao seu marido", 1 Co 7.2,3

  • "Pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graça, nada é recusável", 1 Tm 4.4



Os verdadeiros valores cristãos, o verdadeiro cristianismo e a verdadeira igreja não condenam a sexualidade em si mesma, mas condenam o adultério, a impureza, a prostituição etc.

O relacionamento físico sexual quando regido pelos princípios bíblicos é exercido plenamente no contexto do casamento, com amor altruísta, compromisso, fidelidade, respeito e afeição, resultando na satisfação e realização mutua do casal, e na honra de Deus.

Amor altruísta – busca o bem estar do cônjuge...
Compromisso – aliança com Deus e o seu cônjuge...
Fidelidade – sem a prática do adultério, sem aventuras extraconjugais...
Respeito - valoriza, não humilha, não despreza, não abusa, não violenta o cônjuge...
Afeição – demonstração de carinho...
São virtudes divinas necessárias para fugir da impureza e prostituição, e desenvolver um relacionamento como solteiro (a) agradável a Deus, e como casado (a) o pleno desfrute e realização sexual no contexto da "Vida a Dois".

Celibato e casamento, viver solteiro e ou casar, são opções legítimas quando feitas sob aprovação de Deus, devendo-se assumir até o fim as conseqüências da escolha feita.

Questões para Grupos Pequenos:

1. "... O cristianismo e a igreja sempre tiveram uma relação de ódio para com a sexualidade..." Porque razão ouve-se expressões como estas? Explique...
2. "... Por causa da impureza..." (1 Co 7.2,3). O que nos dias atuais alimenta muito a "impureza"? Isto é muito diferente dos dias do apóstolo Paulo? Explique...
3. Como o solteiro (a) pode viver sua sexualidade debaixo da aprovação de Deus? O que ensinar a um (a) solteiro (a) que leva Deus a sério e tem sérias tentações na vida sexual?
4. Analisem o texto de 1 Co 7.1-9... Examinem e troquem idéias sobre o como colocá-lo em prática no dia a dia...
5. Tarefa pessoal – Memorize Hb 13.4

Conheça... Creia... Aproprie-se...E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (Jo. 10.10).

Nota: para ver e ouvir esta mensagem em vídeo, acesse www.gwgbrazil.com.br/novaalianca

29/04/2008

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