Estudos Bíblicos
Princípios de Gestão Financeira
Mensagem: Os valores do Reino de Deus, princípios bíblicos, devem nortear a nossa relação com o dinheiro e a elaboração do nosso orçamento financeiro, e ao serem praticados resultam em benção para nós e os outros, e na exaltação de Deus (1 Coríntios 10.3
Data:
15/04/2008
Série: Vida a Dois
4 Mensagem
1 Parte/Capítulo
Esboço:
INTRODUÇÃO
1. Recordando
Na Terceira mensagem "Solução / Gestão de Conflitos", Lucas 17, vimos que "conflitos interpessoais gerenciados a luz da palavra de Deus – a Bíblia, sob o poder e direção do Espírito Santo, resultam em saúde física, emocional, mental e espiritual, e no desenvolvimento de relacionamentos construtivos e sadios".
2. Finanças – benção ou maldição
Finanças é uma das primeiras causas de conflitos na "Vida a Dois", nos relacionamentos conjugais, familiares...
Quem já não falou ou ouviu da conta alta do telefone? Das altas prestações do carro? Da necessidade do vestido e do sapato novo para toda cerimônia de casamento? Das despesas com o esporte preferido do marido? Das altas contas da energia elétrica? Das mútuas acusações sobre desperdícios?
Problemas a enfrentar no dia a dia: cobiça (nunca estar contente, e sempre querer mais); egoísmo (querer só para si, ou para os seus); e inveja (querer o que é dos outros, não se alegrar com a conquista dos outros)...
Biblicamente falando o problema não está no dinheiro em si mesmo, mas, no amor ao dinheiro – "Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (1 Tm 6.10); e, quando o dinheiro e os bens materiais:
- São adquiridos desonestamente – Pv 11.1; Rm 12.17; 1 Pe 2.1.
- Se tornam o senhor, o deus do ser humano – Mt 19.23; Lc 16.13; 1 Tm 6.10
- Levam o ser humano a esquecer-se de Deus – Dt 8.11-14.
- Expõem o ser humano às grandes tentações – Mt 13.22; 1 Tm 6.9.
- São desperdiçados por preguiça e ou negligência (Provérbios 10.4,5)
Em Atos 5 há a história de um casal, Ananias e Safira, que foram cúmplices para mentir a Deus a cerca do dinheiro adquirido com a venda de um terreno... O casal sofreu a disciplina divina... Para alguns casais, algumas famílias, dinheiro e bens materiais são sinônimos de tragédia, de dor, de graves crises relacionais.
Mas uma boa notícia é que dinheiro e bens materiais pode ser dom, dádiva, benção de Deus...
1 Tm 6.17 "manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos"...
"Quanto ao homem, a quem Deus conferiu riquezas e bens, e lhe deu poder para deles comer, e receber a sua porção, e gozar do seu trabalho: isto é dom de Deus." Eclesiastes 5.19
A proposta desta mensagem não é ensinar como se faz um orçamento (há cursos / ferramentas específicas para isso), mas apresentar princípios bíblicos que devem nortear a nossa relação com o dinheiro e a elaboração do nosso orçamento financeiro, que ao serem praticados resultam em benção para você e os outros, e a exaltação de Deus – 1 Co 10.31.
Analisemos três princípios que devem nos nortear...
I. O princípio da mordomia
Ageu 2.8 nos apresenta Deus como sendo o Proprietário de todos os recursos financeiros existentes.
6:17 manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos
Mordomo (aquele que administra um bem que pertence a outro). É um administrador (cf. Eclesiastes 5.19).
- Deus é o dono dos nossos bens – Ex 19.5,6; Sl 24.1; Ag 2.8.
- A capacidade de adquirir os bens vem de Deus – Dt 8.15-18; 1 Cr 29.12; Ec 5.19.
- Os bens têm duração limitada – Sl 39.6; 49.16,17; 1 Tm 6.7.
Certa vez Richard Foster (autor do livro: Dinheiro, Sexo e Poder) disse que devíamos carimbar tudo o que temos com o seguinte lembrete: "Dado por Deus, prioridade de Deus, para ser usado para os propósitos de Deus"
II. O princípio da perspectiva bíblica
1 Tm 6:3-8 "Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas, disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro; e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento. Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes".
Perspectiva sobre lucro: Na matemática e economia divina - Piedade + Contentamento = Grande fonte de lucro.
Perspectiva sobre a realidade e simplicidade da vida: nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes.
Perspectiva sobre a atitude correta – que os ricos deste mundo (a última VEJA revelou que na atual economia brasileira quem tem rendimento familiar acima de R$ 2700,00 já é considerado classe A) que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus...
Perspectiva sobre valores eternos: que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e generosos, entesourando para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a verdadeira vida (1 Tm 6.18,19).
3. O princípio da correta finalidade dos meios, recursos financeiros
A. Suprir nossas necessidades bem como as de outras pessoas (Mt 6.31-33; 1 Tm 6.8,18; Sl 37.21; Ef 4.28; Fp 4.19);
1Tm 6:18 "que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e generosos".
Os recursos financeiros devem ser utilizados para suprir as nossas necessidades, mas também para ajudar outros em suas necessidades.
Coloque em seu orçamento mensal recursos para a provisão das necessidades presentes e futuras (economize, invista – isto não é falta de fé)e também para ajudar outros – seja generoso.
Buarque de Holanda disse certa vez: "A elite brasileira é cordial, mas não é generosa".
O verdadeiro discípulo de Cristo deve ser cordial e generoso.
B. Prover os recursos financeiros necessários para o sustento e expansão da obra de Deus (1 Co 16.2; Ml 3.10; 2 Co 9.12-14; Fp 4.10-20);
Devemos contribuir: sacrificialmente (2 Co 8.2); Alegremente (2 Co 8.2); Voluntariamente (2 Co 8.3); Prontamente (2 Co 8.11); De Boa Vontade (2 Co 8.12-19); Generosamente (2 Co 8.20); Sem avareza (2 Co 9.5); Sem tristeza (2 Co 9.7); Não por obrigação (2 Co 9.7); Regularmente (1 Co 16.2).
Invista na obra de Deus realizada por meio da igreja local. A obra de Deus deve ser sustentada pelo povo de Deus. Encare isso como privilégio e responsabilidade, ato de confiança e obediência a Deus, e mais uma oportunidade (a outra é ajudar outros nas suas necessidades) de investir em tesouros eternos (nos céus).
Saiba que a contribuição financeira é um sacrifício aceitável e agradável a Deus, e confie na Sua provisão (Filipenses 4.13,18,19).
Coloque em seu orçamento mensal recursos para a contribuição para obra de Deus por meio da igreja local – oportunidade de retribuir para Deus parte do que Ele te tem dado, e de contribuir para suporte e expansão da evangelização e missões!
C. Oferecer conforto e satisfação a nós (1 Timóteo 6.17
1 Tm 6:17 manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos;
"Quanto ao homem, a quem Deus conferiu riquezas e bens, e lhe deu poder para deles comer, e receber a sua porção, e gozar do seu trabalho: isto é dom de Deus." Eclesiastes 5.19
Não é pecado utilizarmos o dinheiro para desfrutarmos daquilo que gostamos, do que nos dá prazer, desde que isto não seja o foco principal e nem um fim em si mesmo.
Na filosofia epicurista o foco é o prazer pessoal, na filosofia divina o foco é a honra e glória de Deus.
Coloque em seu orçamento mensal recursos para lazer, recreação etc.. para desfrutar do fruto do trabalho, e seja grato a Deus por tal presente.
Conclusão
Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (Amós 3.3)
O casal deve concordar na gestão financeira segundo os princípios bíblicos e na elaboração do orçamento mensal (não seguindo o exemplo de Ananias e Safira)... Deve haver acordo para que andem juntos, para que dinheiro e bens materiais não sejam fonte de conflitos, mas de satisfação mutua, benção para outros e exaltação do nome de Deus.
Algumas dicas finais:
1. Planeje seus gastos (Pv 16.9; 21.5);
2. Não viva ansioso (Mt 6.25-34; Fp 4.6-6);
3. Economize / Poupe (Pv 18.9; 21.20);
4. Cuidado com dívidas (Rm 13.8; Pv 22.7);
5. Trabalhe e ganhe dinheiro honestamente (Pv 6.6-11; 12.27; 14;23; 17;23; 2 Ts 3.10-12);
6. Cuidado com o ser fiador (Pv 6.1-5; 11.15; 17.18; 20.16; 22.26-27; 27.13);
7. Aprecie aquilo que você já possui (Fp 4.11-13)
8. Viva com simplicidade e contentamento (1Tm 6.6-8; Fp 4.11).
9. Seja grato a quem te ajuda (Fp 4.10,14-16)
Saibamos que a contribuição financeira é um sacrifício aceitável e agradável a Deus, e confiemos na Sua provisão (Filipenses 4.13,18,19).
Nossos valores e estilos de vida na área financeira, e em todas as demais áreas revelam se de fato Cristo é o Senhor em nossa vida (2 Co 8.5).
Tanto o dinheiro quanto os bens materiais devem ser encarados sob o ponto de vista divino. Desta forma consagraremos os mesmos e o usaremos de forma agradável a Deus.
Certa vez Richard Foster (autor do livro: Dinheiro, Sexo e Poder) disse que devíamos carimbar tudo o que temos com o seguinte lembrete: "Dado por Deus, prioridade de Deus, para ser usado para os propósitos de Deus"
Vivemos numa sociedade que tem marcas da cobiça, do egoísmo e da inveja...
1Tm 6:11-16 "Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. Peleja a boa peleja da fé, apodera-te da vida eterna, para a qual foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. Diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que perante Pôncio Pilatos deu o testemunho da boa confissão, exorto-te a que guardes este mandamento sem mácula e irrepreensível até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; a qual, no tempo próprio, manifestará o bem-aventurado e único soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém".
Os valores do Reino de Deus, princípios bíblicos, devem nortear a nossa relação com o dinheiro e a elaboração do nosso orçamento financeiro, e ao serem praticados resultam em benção para nós e os outros, e na exaltação de Deus (1 Coríntios 10.31).
Questões para Grupos Pequenos:
1. Richard Foster (autor do livro: Dinheiro, Sexo e Poder) disse que devíamos carimbar tudo o que temos com o seguinte lembrete: "Dado por Deus, prioridade de Deus, para ser usado para os propósitos de Deus". Você concorda com esta declaração de Foster? Explique a sua resposta...
2. Dos três princípios acima citados qual você gostaria de destacar e por quê?
3. Analisem o texto de 1 Tm 6.3-19... Examinem e troquem idéias sobre o como colocá-lo em prática no dia a dia...
4. Tarefa pessoal – Memorizem 1 Tm 6.9,10.
Conheça... Creia... Aproprie-se...E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (Jo. 10.10).
Nota: para ver e ouvir esta mensagem em vídeo, acesse www.gwgbrazil.com.br/novaalianca
15/04/2008
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