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Estudos Bíblicos

DEUS é Santo

Mensagem: Deus é Santo, Seu caráter é perfeito, e Ele está separado e se opõe ao pecado – ao mal, trazendo benção para os justos e julgamento para os ímpios. “Justos” são todos aqueles que pela fé em Cristo estão separados do pecado – do mal (do que

Data: 02/02/2008
Série: Conhecer a Deus
4 Mensagem
1 Parte/Capítulo

Esboço:



I. Introdução



Esta é a quarta mensagem da série "Vida proveniente de se conhecer a Deus". Na terceira mensagem vimos que "Deus tudo conhece, é sempre presente e pode todas as coisas, mas em Cristo Jesus me ama, e no Espírito Santo deseja me transformar e capacitar para Sua glória".

Precisamos entender a verdade de Deus a fim de que o nosso coração possa corresponder a ela e viver de acordo com essa verdade.

O verdadeiro discípulo de Cristo, aquele que o ama deve viver para Sua glória (Ef 1.11,12; Mt 5.16; Fp 2.14-16) – manifestação visível da excelência do caráter de Deus.

II. Visões em tempos de crise



O ano da morte do Rei Uzias foi um ano de grandes crises para Israel como nação. A situação moral e espiritual do povo é descrita no capítulo 1.1-17 – "... a cabeça toda está ferida, todo o coração está sofrendo. Da sola do pé ao alto da cabeça não há nada são..."

Uzias, 740 a.C., foi conhecido como um rei competente e enérgico.

Conforme 2 Cr.26, Uzias começou a reinar com 16 anos (v.1), e buscou ao Senhor e fez o que era reto perante Ele (vv. 4,5). Houve uma época de prosperidade, em Israel e Judá. Judá obteve vitórias sobre os filisteus, os árabes, os amonitas e os edomitas, e fortificou Jerusalém e outras cidades. Uzias também promoveu a agricultura, o comércio e a indústria.

"Entretanto, depois que Uzias se tornou poderoso, o seu orgulho provocou a sua queda, . Ele foi infiel ao Senhor, o seu Deus, e entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso" (tarefa que era dos sacerdotes, e não dele...), 2 Cr. 26.16.

Por causa do seu pecado, do seu orgulho, ele ficou leproso até o dia que morreu... "Durante todo esse tempo morou numa casa separado, leproso e excluído do templo do Senhor" (v. 21) – Uzias, doente, considerado pela lei "impuro" (lepra) e separado da presença de Deus ("templo do Senhor").

Foi num tempo de crises, de apostasia, de dissolução moral e corrupção política que Isaías teve a visão registrada no capítulo 6.

Hoje também vivemos em tempos: moral e ética; econômica; institucional – família, igreja e estado; de valores etc.

Nas horas de crise devemos buscar a Deus, 6.1 – "eu vi o Senhor assentado..." . Isaías foi ao "templo", naquele contexto, lugar de manifestação da presença do Deus vivo. (Jr. 29.13; 33.3).

E, que ele viu? O que nós devemos ver, em meio das crises?

III. A visão da glória - santidade de Deus



Isaías viu "Deus assentado num trono alto e exaltado", v.1

"Glória" (v.5) – a presença, a plenitude, a totalidade dos atributos de Deus – podemos resumir em "amor – santo".

Ele viu o Senhor que reina (v.1) – "Adonai" (vv. 8, 11) – aquele que domina sobre todas as coisas em majestade e poder reais (Is. 1.24).

Precisamos ver que Deus está no comando dos acontecimentos. A ansiedade domina quando esquecemos que "perto está o Senhor" (Fp. 4.5), e contamos com os nossos próprios recursos, ou com a falta deles.

"Deus é o Senhor e Rei deste mundo. Ele governa todas as coisas para a sua própria glória, mostrando sua perfeição em tudo o que faz, a fim de que os homens e os anjos possam louva-lo e adora-lo" (Packer).

Ele viu o Senhor que é "Santo, Santo, Santo" (v. 3) – santidade do Senhor – ênfase na separação e oposição ao pecado – ao mal, no Seu caráter perfeito, no Deus que traz benção para os justos e julgamento para os ímpios (5.16ss).

A santidade de Deus se manifesta em suas obras – tudo que Ele faz é excelente, bom, muito bom, perfeito...

A santidade de Deus se manifesta em suas leis – a lei revela o caráter santo de Deus, proíbe e condena o pecado, e revela o estilo de vida que agrada a Deus...

A santidade de Deus se manifesta na cruz – Cristo se fez pecado por nós para que nós fossemos feitos justiça de Deus...

A glória de Deus é ressaltada pelo seu caráter e pelos seus feitos – o que Ele é e faz...

A visão da glória, da santidade de Deus levou Isaías à consciência da realidade espiritual – a pecaminosidade dele e a do povo.


IV. Consequências da visão da santidade de Deus.



1. Consciência da pecaminosidade humana, 6.5

Quando Isaías teve uma visão real de Deus, ele também teve uma visão real do ser humano.

O grande problema do ser humano é o seu pecado – individual e coletivo. Um dos grandes pecados é o de tentar tirar "Deus do domínio" e colocar o "homem no domínio".

O rei Uzias quando leproso, ilustra o ser humano – um aparente sucesso, porém um pecador consumido pelo pecado ("lepra")

Ilustra também a condição do cristão - debaixo das "vestes" da consagração, do legalismo, da família feliz etc. esconde-se a "lepra" do pecado não tratado, destruindo a vida...

Isaías teve consciência da sua pecaminosidade – "Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros..." (v. 6).

Temos nós consciência do nosso pecado?

Paulo teve – "Miserável homem que eu sou!" (Rm. 7.24); Pedro teve: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador" (Lc. 5.8).

O conhecimento da pecaminosidade em arrependimento e humildade, atrai a graça, a salvação, o perdão e a purificação divina, vv. 6, 8; Jo 3.16; 1 Jo. 1.9


2. Consciência da graça de Deus, 6.6,7

"... Tocou a minha boca e disse. "Veja, isto tocou os teus lábios; por isso, a sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado" (vv. 6,7).

Pela Sua misericórdia Deus não nos dá o que merecemos - Ele não retém a Sua ira para sempre; e pela Sua graça, Ele nos dá o que não merecemos – o Seu perdão...

"Deus é Salvador, ativo em soberano amor através do Senhor Jesus Cristo para salvar os crentes da culpa e do poder do pecado, para adota-los como filhos e abençoa-los de acordo com esta condição" (Packer).

"... A lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo", Jo. 1.17.

"É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela Lei, pois "o justo viverá pela fé"" (Gl. 3.11); "Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras para que ninguém se glorie" (Ef. 2.8,9).

A característica básica da graça – só é concedida ao humilde, necessitado...

O empecilho à operação da graça – soberba (1 Pe. 5.5) – Lembra da soberba do Rei Uzias e sua conseqüente queda?

Jesus conta sobre o fariseu, seu orgulho espiritual e sua auto-justificação, ao orar e afirmar "no íntimo": ‘Deus te agradeço porque não sou como os outros homens...". Enquanto o publicano, contrito, "dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim’ "... O publicano, e não o orgulhoso fariseu, "... foi justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". (Lc. 18.9-14).

Graça é um favor não merecido que Deus concede tão somente ao necessitado.

Pela graça Deus perdoa, purifica e esquece. (Mq. 7.18,19).

Um contínuo avivamento do povo de Deus, só é possível mediante uma visão clara da maravilhosa graça de Deus.

Só quem teve a visão da glória de Deus, de sua pecaminosidade e experimentou o toque da Sua graça, pode dizer : "Eis-me aqui envia-me a mim".


3. Consciência do chamado de Deus", 6.8-13

"Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: "Quem enviarei? Quem irá por nós?" (v.8)

"Deus tem falado aos homens, e a Bíblia é a sua Palavra, que nos foi dada a fim de tornar-nos sábios para a salvação" (Packer).

Jesus em Jo. 10, afirmou que as suas ovelhas ouvem a sua voz, conhecem e seguem...

Hb. 1.1-4, revela que Deus, no passado, falou muitas vezes e de várias maneiras aos pais pelos profetas, e nestes últimos dias nos fala pelo Filho – Jesus Cristo...

Um dos grandes ministérios do Espírito Santo, na atualidade, é o de nos guiar na verdade, revelar e glorificar a Jesus Cristo, Jo. 16.12-15.

Precisamos ouvir o "clamor" de Deus, o Seu chamado, conhecendo e compreendendo que Ele decidiu realizar a Sua obra através dos homens piedosos, dos seus filhos pela fé em Cristo Jesus.

"Piedade significa responder à revelação de Deus com confiança, obediência, fé, adoração, oração e louvor, submissão e serviço. A vida deve ser vista e vivida à luz da Palavra de Deus" (Packer).

Como já afirmamos só quem teve a visão da glória de Deus, de sua pecaminosidade e experimentou o toque da Sua graça, pode dizer : "Eis-me aqui envia-me a mim".

Tais visões e experiência tiveram resultados práticos na vida de Isaías – sua disposição e disponibilidade para o ministério – "... eu respondi: Eis-me aqui envia-me a mim" (v.8).

Isaías recebeu um ministério de endurecimento e julgamento, 6.9.10.

Diante de tal tarefa, o profeta perguntou: "Até quando Senhor?" (v. 11). Deus respondeu que seria até que se cumprisse o julgamento divino por causa do pecado da nação (vv. 11-13). Mas, Deus deu ao profeta um toque de esperança ao falar sobre "uma santa semente" (v.13), da qual voltaria a brotar vida (4.3; 7.3), um remanescente que herdaria a promessa.

Nós recebemos o ministério da graça, da reconciliação, 2 Co. 5.18-20, e devemos cumpri-lo até Deus nos chamar para junto de Si...

Jesus nos Evangelhos deixou claro, que assim como aconteceu com Ele, de igual modo o mundo nos odiaria, e haveria aqueles que aceitariam a Sua mensagem e os que rejeitariam. Mas, Ele espera e nos capacita para sermos fiéis no cumprimento da nossa missão.

Nossa Missão – "Glorificar a Deus, reconciliando e aperfeiçoando vida em Cristo".
Conclusão

Nesse caminhar "a santidade de Deus traça o parâmetro que seu povo deve imitar. Ele ordena: "Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo" (1 Pe 1.16) (Grudem).

Ser "santos" tem tanto a idéia da separação do mal, do pecado (do que não agrada a Deus), como também da consagração a Ele (obediência a sua palavra).

Há necessidade de percepção espiritual para ver que a questão básica de santidade ou pureza está no "coração do homem", e não nas coisas e práticas externas. A santidade não está relacionada com o cumprimento de regras humanas, mas é fruto do relacionamento com Deus Pai, pela fé em Jesus Cristo, e que manifesta, no poder do Espírito Santo e pela obediência a Deus, um caráter semelhante ao de Jesus Cristo.

"... A crise maior se trava no coração – não nas circunstâncias. Quem é a fonte de minha confiança? De quem é a sabedoria para as minhas decisões? Quem é a base da minha segurança? Para resumi, gerenciamento de crise é resolução do conflito entre a dependência e a independência, entre a humildade de dizer "seja feita a tua vontade" e o orgulho de dizer "seja feita a minha vontade". Talvez por ter percebido isso é que C. S. Lewis disse certa vez: "Só há dois tipos de pessoa no mundo: aqueles que dizem a Deus, ‘Seja feita a tua vontade’, e aqueles a quem Deus diz, ‘ Seja feita a tua vontade’ " (C.O. Pinto, Nov. 1998).

Nas horas de crise devemos buscar a Deus, 6.1 – "eu vi o Senhor assentado..." . Isaías foi ao "templo", naquele contexto, lugar de manifestação da presença do Deus vivo. (Jr. 29.13; 33.3).

Aquele que teve a visão da glória de Deus, de sua pecaminosidade e experimentou o toque da Sua graça e disse "Eis-me aqui envia-me a mim", sendo fiel no cumprimento de sua missão, no poder do Espírito Santo caminha vitorioso, apesar das crises.


Questões para os Grupos Pequenos:

1. Reexamine o item - IV. Consequências da visão da santidade de Deus. Qual das três "consciências" te despertam mais a atenção e porque?

2. 1 Pe 1.16; 2 Co 7.1 – vida em santidade é aquela, pela fé em Cristo, separada do pecado – do mal (do que não agrada a Deus), e vivida consagrada a Ele (obediência a Sua palavra).

Como você observa estas marcas na tua vida, família e igreja em geral?

3. Quais desafios práticos você leva para a sua vida a partir deste estudo bíblico? De que maneira os membros do GP podem ajudar-se uns aos outros para o aperfeiçoamento na "santidade"? Qual o papel do Espírito Santo nesse processo (1 Pe 1.2; Rm 8.1-11).

Conheça... Creia... Aproprie-se...E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (Jo. 10.10).


Nota: para ver e ouvir esta mensagem em vídeo, acesse www.gwgbrazil.com.br/novaalianca

02/02/2008

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