Estudos Bíblicos
O justo morreu pelos injustos
Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir a Deus, todo aquele que n’Ele crê (1 Pe. 3.18)
Data:
26/04/2006
Série: 1 Pedro
15 Mensagem
1 Parte/Capítulo
Esboço:
Introdução
A "Páscoa" (Ex. 12; Nm. 9) traz a nossa mente que "Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado" (1 Co. 5.7).
Jesus Cristo o "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo. 1.29, 36), Ele que não conheceu pecado (Hb. 4.15), carregou "em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça..." (1 Pe. 2.24; 2 Co. 5.21).
Em Cristo somos reconciliados com Deus Pai e salvos do ira divina, do juízo, da condenação eterna.
I. Jesus Cristo morreu e ressuscitou, 3.18
I.A. Jesus Cristo morreu uma única vez,
Uma única vez ('hapax') pelos pecados...
"... Se manifestou uma vês por todas, para aniquilar pelo sacrifício de si mesmo, o pecado", Hb. 9.26.
"Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos...", Hb. 9.28.
"Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus, uma vez por todas", Hb. 10.10.
"O único sacrifício de Jesus, é suficiente para pagar todos os pecados cometidos na história. É eterno na sua eficácia" (Shedd).
I.B. Jesus Cristo morreu pelos pecados
Jesus morreu pelos pecados da humanidade (Jo. 3.16).
Morreu o "justo pelos injustos". Cristo sofreu fazendo a vontade do Pai, praticando o bem e a justiça (1 Pe. 2.21-25).
'Epathen', sofreu, padeceu (2.21) – sofrimento em geral, que inclui a morte...
'Apethanen' – morreu (3.18) – específico...
"E ele é a propiciação pelos nossos pecados e ao somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro", 1 Jo. 2.2.
"Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça...", 1 Pe. 2.24.
"... Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado...", 1 Co. 15.3,4.
Morreu na "carne" – na "esfera da carne" - existência humana, Mc. 15.44-46
I.C. Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos, 3.18, 21
Ressuscitou – Está vivo!
Morreu na carne... Mas "vivificado no Espírito" – "esfera espiritual", 1 Co. 15.52-54
"Vivificado" sinônimo de "ressurreto".
"Por que buscais entre os mortos ao que vive?" (Lc. 24.5), perguntaram os anjos às mulheres que foram ao tumulo para tratar o corpo de Jesus.
Jesus ressuscitou entrando numa outra dimensão de existência completamente nova, e para que isso se tornasse realidade era necessário que tivesse morrido...
Ele "subiu aos céus e está assentado a destra de Deus Pai" (1 Pe. 3.21). Jesus foi entronizado, governa e tem poder e autoridade sobre todas as forças cósmicas (anjos, potestades, poderes etc.) – Ef. 1.21; 6.12; Cl. 1.16.
"... Despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs, triunfando deles na cruz" (Cl. 2.15).
É o morrer em Cristo que garante, a todo o que n'Ele crê, a ressurreição, a glorificação, a comunhão eterna com Deus...
I.D – Jesus Cristo morreu e ressuscitou para conduzir-nos a Deus
O Justo ('dikaios'), morreu pelos injustos.
"Injustos" (3.12) são os que praticam o mal...
Segundo Paulo em Rm. 3.10-12 "Não há justo, nem um sequer... Não há quem busque a Deus... Todos se extraviaram... Não há quem faça o bem..."
Rm. .3.23 "Todos pecaram e carecem da glória de Deus" – todo o ser humano se encontra em falta perante o ideal para o qual foi criado por Deus. Ideal de viver para Deus, em adoração, comunhão com Ele e serviço para Ele.
Os que aceitam pela fé o sacrifício redentor de Jesus Cristo por eles, são justificados, tornando-se justos e passando agora a "viver para a justiça" (1 Pe. 2.24). Os discípulos de Jesus Cristo passaram de "injustos" para "justos" (1 Pe. 2.9).
II. Pregou aos "espíritos em prisão", 3.19
'Espíritos', 'pneumasin' – pessoas ou seres angelicais?
Este é um dos versículos de difícil interpretação no Novo Testamento...
"Cristo anunciou aos anjos caídos (cf. 2 Pe. 2.4,5), Sua vitória sobre o inimigo e a maldade (cf. Cl. 2.15)" (Shedd).
"Foram desobedientes" – 1 Pe. 2.8; 4.17,18
"... Qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?" (4.17).
III. Devemos dar uma resposta de fé
III.A. Batismo, 3.20, 21;
Mt. 28.18-20
At, 2.37, 38, 41 – "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo... Então os que aceitaram a palavra foram batizados...".
Nos dias de Nóe "oito pessoas, foram salvas, através das águas" (2.20). Foram salvos aqueles, Noé e sua família, que creram em Deus e obedeceram a Sua palavra... Mas a mesma água que 'salvou oito", trouxe julgamento e morte para todos os que não creram não obedeceram... Se o batismo testemunha, anuncia a salvação de todo o que crê em Cristo, também anuncia o julgamento, a condenação de todos os que não crêem, dos que são desobedientes.
"Batismo na água é o símbolo vivido da via transformada de quem tem uma consciência em paz com Deus através da fé em Cristo" (Ryrie).
"O rito batismal não é, por si, eficiente contra o pecado em nós, e não garante a sua remoção" (Mueller).
Batismo é um testemunho de arrependimento dos pecados e fé em Jesus Cristo, um "compromisso solene" de boa consciência, de viver segundo a vontade de Deus (1 Pe. 3.16; At. 24.16).
III.B. Ter a mesma disposição mental, atitude, que Cristo, 4.1
a. Abandone o pecado, 4.1
"Deixou o pecado" – parou de pecar, abandonou o pecado...
1 Jo, 3.6, 8; 1.8, 20 – O discípulo de Jesus Cristo não tem "uma vida de pecado", mas tem o pecado como hábito, estilo de vida... No Espírito ele vence o pecado, mas vive em luta constante contra o pecado... No Espírito Santo ele é livre para viver segundo a vontade de Deus.
1 Pe. 2.1; 3.9-11
4.3 "borracheiras, orgias, bebedices" – referência a festas onde há excessos de comida e bebida...
"Concuspicências" – paixões que dominam a pessoa...
"Dissoluções" – excessos, libertinagem, principalmente de natureza sexual, imoralidade... 'Asotia' – falta de freio, dominado por instintos...
4.4 – os que não levam Deus a sério estranham este tipo de vida, a vida segundo a vontade de Deus – eles não conseguem entender, como você não anda com eles no caminho da "devassidão"...
b. Viva segundo a vontade de Deus
Viver segundo a vontade de Deus e não segundo as paixões dos homens, dos "gentios" – daqueles que não temem a Deus.
Devemos viver a nova vida estimulados pelo exemplo de Cristo, 1 Pe. 2.21; 4.1.
"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus... tornando-se obediente até à morte e morte de cruz", Fp. 2.1-8.
Viva em obediência, em sujeição a vontade de Deus revelada na Bíblia, palavra de Deus. Viver na prática do bem, fazendo aquilo que agrada a Deus.
Como vimos acima, os que aceitam pela fé o sacrifício redentor de Jesus Cristo por eles, são justificados, tornando-se justos e passando agora a "viver para a justiça" (1 Pe. 2.24). Os discípulos de Jesus Cristo passaram de "injustos" para "justos" (1 Pe. 2.9).
Conclusão
Prestaremos contas a Deus, 4. 5,6
Os vv. 5,6 apontam para o julgamento que a todos aguarda no final da jornada da vida.
Jesus tem competência para julgar "vivos e mortos" – todas as gerações.
A vida de hoje tem implicações no presente e no futuro. Hoje podemos ter vida boa, buscar prazer etc.; podemos ser discriminados, passarmos por hostilidades etc. No futuro prestaremos contas a Deus.
1 Pe. 4.19; Lc. 16.2; Ap. 6.15-17; Ap. 20.11-15
"Porque importa que todos compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo", 2 Co. 5.10.
"E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo", Ap. 20.15
Nomes são inscritos no "Livro da Vida" ao crermos em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador... "Lago de fogo", é a segunda morte, a eternidade sem a presença e comunhão com Deus.
Lembre-se: Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir a Deus, todo aquele que n'Ele crê (1 Pe. 3.18).
Próxima mensagem – "Vivendo a mutulidade cristã", 1 Pedro 4.7-11
Lembre-se:
A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina, é a de perseverante e confiantemente aplicar os princípios e as verdades divinas que tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27). Ao meditar nesta mensagem, pergunte-se:
• O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e agir?
• Como eu posso colocar isto em prática na minha vida?
• Qual o primeiro passo que darei nessa direção (para que haja real transformação em minha vida)?
Conheça... Creia... Aproprie-se...E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (Jo. 10.10).
26/04/2006
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