Estudos Bíblicos
Lidando com a Injustiça
Mensagem: O verdadeiro discípulo de Jesus Cristo, diante do sofrimento injusto, tem n’Ele, o modelo, a instrução e a capacitação para lidar de maneira saudável e vitoriosa com a injustiça.
Data:
27/02/2006
Série: 1 Pedro
11 Mensagem
1 Parte/Capítulo
Esboço:
Introdução
A carta do apóstolo Pedro foi escrita num contexto onde a maior parte das pessoas que estavam debaixo do domínio do império romano, viviam na condição de escravos.
"O escravo é uma ferramenta viva", dizia Aristóteles.
Fontes da escravidão: nascimento; capturados; vendidos por si mesmos; entrar em falência; escravos negociados.
Embora a escravidão fosse uma prática comum desde o Velho Testamento (Lv. 25.44ss), o escravo deveria ser tratado com dignidade pelo seu senhor (cf. Filemon).
Muitos discípulos de Cristo estavam sofrendo injustamente (vv.19, 20), por causa de senhores perversos, v.18.
Graças a Deus a escravidão no Brasil, assim como em muitas partes do mundo, foi oficialmente abolida, mas temos notícias de trabalhos escravos, e com certeza ainda há injustiças nas relações socio-político e econômicas...
Há momentos nos quais mesmo "praticando o bem" (fazendo o que agrada a Deus), o discípulo de Cristo passará por sofrimentos injustos causado por pessoas "perversas".
A injustiça pode ocorrer no lar, na sociedade, na igreja, no mundo corporativo, no mundo acadêmico etc. Mas, como lidar com os sofrimentos injustos? E, como viver na prática da justiça?
I. A injustiça e o exemplo de Cristo
A. A injustiça no seu julgamento – Marcos 14:53 – 15.32
Foi levado ao sumo sacerdote, aos principais sacerdotes, anciãos e escribas para ser julgado por eles...
Foi acusado de blasfêmia ao afirmar que era o "Cristo, o Filho do Deus Bendito".
Tivemos aqui um julgamento religioso!
Levaram-no diante de Pilatos, acusado de ser o "Rei dos Judeus", foi condenado embora nada se provasse contra Ele... Tivemos aqui um julgamento político!
Em ambas as oportunidades Ele foi julgado injustamente...
B. A desumanidade da Sua cruz – Marcos 15:21-37
Conforme registrado em Marcos e nos demais evangelhos, Jesus Cristo foi humilhado, maltratado, agredido etc., e suportou uma das piores mortes, a morte de cruz. Uma morte vergonhosa e cruel.
C. A importância do Seu exemplo
1. Numa vida irrepreensível, v. 22 (cf, Hb. 4.15)
Ele foi tentado em todas as coisas, mas não pecou...
2. Entregando-se nas mãos do Pai e não nas suas próprias – v.23
Evitou autodefesa e vingança...
2. Sofrendo por causa dos nossos pecados, v. 24
3. Enriquecendo com cura aqueles que foram feridos – v. 24
II. Passos para enfrentar a injustiça de modo saudável e vitorioso
A. Reconheça a raiz do sofrimento
1. Nossos próprios pecados, v. 20
Há situações, nem sempre, em que o sofrimento é fruto do nosso pecado, das nossas escolhas e decisões erradas...
2. O pecado de outros, v.18 ("perversos")
Outras vezes sofremos por causa da perversidade, do pecado de outros... Há filhos que sofrem por causa dos pecados dos pais? Há pais que sofrem por causa dos pecados dos filhos? E poderiamos citar cônjuges, políticos, policiais, empresários, funcionários etc. que são a fonte do sofrimento injusto de outras pessoas...
3. As "tragédias" naturais da vida
Há sofrimentos que surgem por causa de tragédias naturais – exemplo: terremotos, enchentes etc., sem que haja a intervenção e ou culpa direta nossa ou de outras pessoas.
B. Reconheça a raiz da injustiça
Há injustiça porque o ser humano rejeitou os padrões divinos, e a preferiu seus próprios padrões humanos...
2 Pe. 3.13 - a verdadeira e plena justiça só haverá nos "novos céus e nova terra". Devemos viver neste mundo sem a ilusão de ausência de injustiças, e sem o pessimismo de que só há injustiças... Devemos ter o pensamento equilibrado de que há justiças e injustiças... Há momentos nos quais sofremos injustamente, mas também há momentos nos quais nós somos causa do sofrimento injusto na vida de outros...
A injustiça existe por causa do pecado da humanidade... Nosso pecado, e pecado dos outros...
C. Volte-se ao "Pastor e Bispo – Jesus", v.25
1. Admita a sua rebelião
Minha "rebeliâo", meu pecado pode se manisfestar de duas maneiras: na amargura, ira, ressentimento etc. que guardo no coração contra as pessoas que foram injustas para comigo; ou, peco ao tratar outros de modo injusto, e causar-lhes sofrimento...
2. Aceite o seu chamado, v. 21
Nós não somos chamados para sermos "consumidores" dos "serviços e produtos divinos"... Não fomos chamados para ser uma "comunidade de consumidores", mas sim chamados para o discipulado, para sermos uma comunidade de discípulos, para seguir e se submeter a Jesus Cristo - Senhor e Salvador...
3. Siga os seus passos, 21
4. Aceite o seu cuidado, v. 25 "Pastor e Bispo" (cf. Sl. 23; João 10)
D. Relacione-se à cruz – v. 24
1. Morremos nEle, para o pecado
Nossa atitude não deve ser a de promotores de injustiças... Não devemos viver na prática do mal, sendo instrumentos para sofrimento uns dos outros... Mas também não devemos viver com amargura, ira, ressentimento etc. diante do sofrimento que consideramos injusto.
Aos "pés da cruz" devemos confessar e abandonar o nosso pecado - seja o pecado da vingança, da retaliação etc.; seja o pecado de sermos injustos para com os outros... Aos "pés da cruz" há perdão, restauração, reconciliação, cura etc.
Na "cruz" há vitória contra o pecado e suas consequências...
2.Vivemos através dEle, para a justiça
Nossa atitude deve ser de promotores da justiça, sendo instrumento de bênçãos na vida uns dos outros.
Miquéias 6.8 - Deus requer de nós que pratiquemos a justiça, amemos a fidelidade, e andemos humildemente na Sua presença.
Devemos "praticar a justiça" no lar (quantas vezes os filhos mais velhos não são injustiçados, em nome da "defesa dos mais novos"?); na igreja; na sociedade etc.
Vá e perdoe, liberte-se em Cristo de toda amargura e ressentimento; se você precisar tratar dos seus "direitos" busque as autoridades, os magistrados (1 Pe. 2.13,14; cf. Paulo em Atos 21 e 22, apelando para os seus direitos como cidadão romano), mas jamais busque a vingança, o retribuir o "mal com o mal" etc.; Mas, quando as autoridades nada fizerem, ou agirem injustamente (como no caso de Jesus Cristo), espere em Deus e confie na Sua justiça.
Vá e pratique a justiça... Se você tem sido injusto para com alguém, pare. Peça perdâo e mude, no Espírito, de atitude. Viva na prática da justiça.
Próxima mensagem – "Casamento em foco", 1 Pedro 3.1-7
Lembre-se:
A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina, é a de perseverante e confiantemente aplicar os princípios e as verdades divinas que tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27). Ao meditar nesta mensagem, pergunte-se:
• O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e agir?
• Como eu posso colocar isto em prática na minha vida?
• Qual o primeiro passo que darei nessa direção (para que haja real transformação em minha vida)?
Conheça... Creia... Aproprie -se...E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (Jo. 10.10).
27/02/2006
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