Estudos Bíblicos
A Cidadania do discípulo de Cristo
Mensagem: O discípulo de Cristo, embora cidadão dos céus (Filipenses 3.20) vive neste mundo, e como cidadão deve viver segundo a ética do Reino de Deus, para que Deus seja honrado e o homem desafiado a conhecer a Jesus Cristo.
Data:
19/02/2006
Série: 1 Pedro
10 Mensagem
1 Parte/Capítulo
Esboço:
Introdução
Muitas vezes os cristão são acusados de serem alienados das questões políticas, sociais etc. Outras vezes são acusados de terem um estilo de vida que discrimina outras pessoas, outros grupos sociais etc. Até que ponto não há verdade nestas e em outras acusações?
Veremos no estudo de hoje, de que viver segundo os princípios bíblicos, é "praticar o bem" (v.15), é viver como "servos de Deus" (v.16), e desta maneira silenciar "a ignorância dos insensatos (caluniadores, v. 12)" (v.16).
"... Um padrão exemplar ("boas obras", v. 12), evidencia o poder e a graça de Deus para suprir as necessidades dos homens, chamar a atenção dos que ainda não foram convertidos, despertar seu apetite para uma salvação semelhante e serem salvos. Então aqueles que antes criticavam glorificarão a Deus por causa da vida espiritual de um verdadeiro cristão" (Welch).
Neste texto de 1 Pedro, examinaremos três padrões de procedimento segundo a ética do Reino de Deus: autoridade, liberdade e dignidade (respeito).
I. A autoridade e o discípulo de Cristo
A. O reconhecimento da autoridade
1. Autoridade em principio
a) O caráter de Deus pressupõe autoridade
"No princípio Deus...", Gn.1.1
"... Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isto é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau", Ec. 12.13,14.
Deus está no princípio... Ele é o Senhor... Rei dos Reis... Ele tem autoridade sobre todos e todas as coisas.
"... Jesus Cristo, que subiu aos céus e está à direita de Deus; a ele estão sujeitos anjos, autoridades e poderes", 1 Pe. 3.22
b) A criação de Deus requer autoridade
"... Encham e subjuguem a terra. Dominem sobre...", Gn. 1.28
Deus deu ao ser humano autoridade sobre a criação...
c) Os filhos de Deus precisam autoridade
"Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo", Ef. 5.21
A tendência natural do ser humano, desde a infância, é rejeitar todo o tipo de autoridade...
Por livre escolha devemos viver em sujeição mútua... Isto é essencial para viver-se bem em comunidade...
2. Autoridade em prática
a) Autoridades têm sido instituídas – v.13 e Rm. 13:1
As autoridades foram constituídas por Deus...
Rm. 13.7 "... Dai tributo... imposto... temor... honra".
1 Co. 11.3 "... Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão, a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo" ((há aqui foco nas funções diferentes marido – mulher, Deus Pai – Deus Filho (Cristo), não se referindo a graus de superioridade)).
Ef. 6.1 "Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor..."
Ef. 6;5 "Vós, servos, obedecei a vosso Senhor segundo a carne..."
Hb. 13.17 "Odedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles..."
A tendência natural do ser humano, desde a infância, é rejeitar todo o tipo de autoridade...
b) Responsabilidades têm sido indicadas – v.14
O Estado, o magistrados etc., devem : "... Punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem.", Rm. 13; 1 Pe. 2.14
Os maridos devem liderar em amor, cuidarem, nutrirem etc., Ef. 5.21-31
Os pais nâo devem provocar os filhos a ira, desanimá-los, mas criar na doutrina e admoestação do Senhor, Ef. 6.4
Os senhores devem respeitar e fazer o bem para com os seus subordinados, Ef. 6.9
Os pastores devem velar pela alma daqueles que estão sob os seus cuidados, Hb. 13.17
B. A resposta a autoridade
1. Submissão porque é ordenada pelo Senhor – v.13
E a vontade de Deus ‘"boa, perfeita e agradável", Rm. 12.2
2. Submissão foi uma das "marcas" de Jesus Cristo
No contexto de pagamento de impostos, Jesus disse: "Então, dêem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus", Mt. 22.27.
Jesus submeteu-se ao Pai, e foi obediente até a morte, e morte de cruz, Fp. 2.8
3. Submissão é "prática do bem", v.15
Submissão é um ato e uma atitude que agrada a Deus...
4. Insubordinação quando a submissão contraria a autoridade de Deus – At. 5:29
Não devemos nos sujeitar aos homens, quando a sujeição aos homens significar desobediência à autoridade de Deus.
II. A liberdade e o discípulo de Cristo, v. 16
O mesmo homem que se sujeita é também um homem livre...
A sujeição não é uma negação da liberdade, mas antes uma expressão da liberdade – pois resulta de uma livre escolha...
A. A experiência da liberdade
1. A lei da liberdade em termos de definição – Tiago 1:25
Em Cristo somos livres da "escravidão do pecado" e livres para escolhermos viver para Deus – amando-O e amando uns aos outros...
2. Os limites da liberdade em termos da dependência, Gl. 5.13
A minha liberdade deve ser usada tendo em vista o serviço ao próximo...
Alguém já disse "que a nossa liberdade termina, onde começa a liberdade do outro".
3. A vida de liberdade em termos de discipulado – v. 16c
O discípulo de Cristo é servo de Cristo, e como tal vive em sujeição a sua vontade, Rm. 14.7-9
B. Os excessos da liberdade – v. 16b
A liberdade deve ser vivida dentro dos limites estabelecidos por Deus, nas Escrituras.
1. Liberdade como desculpa para a "carne" e coisas ilegais
"Carne" – natureza pecaminosa; tendência para a prática do mal (o que não agrada a Deus).
Sou livre então devo fazer satisfazer os desejos da "carne" e não devo satisfação para ninguém. O corpo, o dinheiro, o tempo etc., e meu e faço o que quero... (vem aí o Carnaval para mais uma vez mostrar essa triste filosofia de vida).
2. Liberdade como desculpa para a preguiça
Há pessoas que não se esforçam para envolver-se, ajudar, participar etc., quando há oportunidades de trabalho voluntário... Simplesmente fazem o que têm obrigação de fazer – nada mais!
C. O exercício da liberdade – v. 16
1. Viva com uma pessoa livre...
Saiba que você tem a liberdade de fazer escolhas, de fazer a sua "agenda" (compromissos / projeto de vida) – não permita que outros determinem a sua "agenda" de vida...
((Minha atual agenda de vida: Família, pastoreio – supervisão e capacitação – da igreja, missões – ensino e proclamação, e cidadania (projetos de voluntariado). Isto sob oração e segundo os princípios bíblicos, para honra e glória de Deus)).
2. Mostrar claramente os atos da submissão
Use a liberdade em Cristo para escolher "tratar todos com respeito", "amar os irmãos", "temer a Deus", e "honrar as autoridades" (veremos no ponto III. B).
III. A dignidade e o discípulo de Cristo
A. Acesso do crente à dignidade – v.17
1. A dignidade do Senhor revelado como Deus
"Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas", Ap. 4.11
2. A dignidade do indivíduo criado por Deus
Todo indivíduo foi criado a "imagem e semelhança de Deus" (Gn. 1.26,17) e tem sua dignidade, seu valor...
3. A dignidade da comunidade redimida por Deus
A Igreja de Jesus Cristo foi instituída por Deus Pai, comprada pelo "sangue de Jesus Cristo" (At. 20.28) e deve ser valorizada... Assim como todas as demais instituições divinas: família e governo.
B. A afirmação cristã da dignidade
1. Temer a Deus, v. 17
"... Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isto é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau", Ec. 12.13,14.
Leve Deus a sério... Fuja do que desagrada a Deus... Viva segundo a Sua vontade revelada nas Escrituras – Palavra de Deus (Bíblia).
2. Tratar a todos com o devido respeito, v. 17
Não faça acepção de pessoas – rico ou pobre; negro ou branco; mulçumano ou espírita etc. – trate a todos como criaturas de Deus, e dignas de respeito. Não despreze, não maltrate... Coopere em questões sociais visando uma comunidade mais humana, mais digna e mais justa.
3. Amar os irmãos, v. 17
"Façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé", Gl. 6.10
"... Visando o amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração", 1 Pe. 1.22
Amor está relacionado com o caráter de Deus (1 Jo. 4.8), e com um comportamento que visa o bem do outro.
4. Honrar o rei, v. 17
Tenha uma atitude de respeito para com as autoridades, para com as instituições humanas...
Ore por elas – "Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas e orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenham uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade", 1 Tm. 2.1,2.
Dentro de suas possibilidades, e dentro dos limites legais, procure influenciar as autoridades para que vivam e façam aquilo que é justo e bom aos olhos de Deus.
Conclusão:
Lembre-se, de que viver segundo estes princípios bíblicos, é "praticar o bem" (v.15), é viver como "servos de Deus" (v.16), e desta maneira silenciar "a ignorância dos insensatos (caluniadores, v. 12) " (v.16).
"... Um padrão exemplar ("boas obras", v. 12), evidencia o poder e a graça de Deus para suprir as necessidades dos homens, chamar a atenção dos que ainda não foram convertidos, despertar seu apetite para uma salvação semelhante e serem salvos. Então aqueles que antes criticavam glorificarão a Deus por causa da vida espiritual de um verdadeiro cristão" (Welch).
Próxima mensagem – "Lidando com as injustiças", 1 Pedro 2.18-25
Lembre-se:
A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina, é a de perseverante e confiantemente aplicar os princípios e as verdades divinas que tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27). Ao meditar nesta mensagem, pergunte-se:
• O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e agir?
• Como eu posso colocar isto em prática na minha vida?
• Qual o primeiro passo que darei nessa direção (para que haja real transformação em minha vida)?
Conheça... Creia... Aproprie-se...E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (Jo. 10.10).
19/02/2006
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