Jesus: plano A ou plano B?

Um divisor inegável na história do homem é o pecado. Gênesis 1 e 2 relatam a criação e o estabelecimento do homem no jardim do Éden, bem como a ordenança para que ele não comesse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Conforme relatado em Gênesis 3, Adão e Eva desobedeceram a esta ordem, cometendo o pecado que fez a separação entre o homem e Deus. 

Ora, nesta perspectiva, Jesus surge como um novo divisor na história do homem! A fé em Cristo nos salva (João 3.16-17, Romanos 10.9-10). Mas nos salva do quê? Lemos em Mateus 1.21: “E darás à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” Ora, se o que nos separou de Deus foi o pecado, o papel de Jesus inevitavelmente diz respeito à anulação da culpa pelo pecado. Jesus nos salva da escravidão do pecado e, removida a culpa do pecado, de suas consequências (Romanos 6.22-23), restabelecendo nossa comunhão com Deus (2 Coríntios 5.17-18). 

Esses divisores de água podem gerar uma interpretação equivocada de que Jesus é uma espécie de plano B de Deus. O equívoco seria o seguinte: Deus criou o homem, mas foi pego de surpresa pelo pecado e elaborou, então, o plano de salvação em Jesus. Por que este entendimento é equivocado? 1 Pedro 1.18-20 e Apocalipse 13.8 apresentam Jesus como o cordeiro de Deus que foi imolado antes da fundação do mundo (antes do pecado ocorrer). 

Deus criou o homem sabendo que ele pecaria, mas a história não gira em torno do pecado, antes, em torno da revelação de Deus aos homens, que tem seu ápice em Jesus: Deus encarnado, vivendo entre nós. Jesus é, desde sempre, o plano A!  

 
 

Fabio Gomes